Recuperação

ETAPA HOSPITALAR

Nas primeiras horas se utiliza um travesseiro triangular de espuma para auxiliar na melhor posição dos membros inferiores.

O paciente, se desejar, pode permanecer em repouso por 24 horas, sem grandes solicitações, sentando na cama para as refeições e fazendo exercícios e movimentos suaves. Quando possível, o paciente é estimulado a sair da cama, ir ao banheiro caminhando, aplicando carga livre sobre o lado operado e utilizando algum suporte para segurança e conforto.

Do 3º dia em diante, o paciente aperfeiçoa as mobilizações, caminhadas, diminui a necessidade de analgésicos, ficando mantido apenas medicamentos necessários para a prevenção de possíveis eventos clínicos. Nesta fase o paciente tem condições teóricas de alta.

Entretanto, o dia da alta depende das condições clínicas, da segurança, da autonomia do paciente e da infra-estrutura domiciliar. Normalmente, isso ocorre por volta do 3º ou 5º dia de pós-operatório, podendo a internação se prolongar para o conforto e segurança do paciente.

 

ETAPA DOMICILIAR

Inicia durante a etapa hospitalar quando se programa a alta. A casa do paciente deverá sofrer pequenas modificações que tornarão sua rotina mais fácil durante a recuperação.

O paciente deve ser orientado a comunicar sobre sua evolução e observar as informações recebidas.

Caminhar com algum tipo de apoio, pelo menos uma bengala contra-lateral. O benefício biomecânico da bengala é importante e a segurança nos primeiros dias é indiscutível.

O paciente deve ter acesso à equipe cirúrgica para comunicar qualquer insegurança e informar intercorrências, como: inchaço dos pés e perna, febre, calor, rubor, dor ou presença de secreção na ferida operatória.

As pequenas restrições e cuidados abaixo listados são temporários, mas neste primeiro momento devem ser obedecidos com bastante rigor para a boa evolução do procedimento e maior segurança do paciente. Cuidados

- Evitar cadeira baixa ou flexão do quadril acima de 90°.
- Não cruzar as pernas.
- Usar um travesseiro entre as pernas para deitar.
- Permanecer sentado por vários períodos durante o dia
- Repousar no leito com o membro inferior elevado.
- Revisão e avaliação diária da cicatriz operatória.
- Cuidados de anti-sepsia até a retirada dos pontos.
- Usar meias elásticas de média compressão.

 
Fisioterapia

- Preferimos tratar este assunto de forma especial, dado sua importância e seu aspecto circunstancial. A reabilitação após a cirurgia pode perfeitamente ser realizada ativamente pelo próprio paciente. Quando é possível contar com a assistência de fisioterapia especializada muito melhor. Tudo será mais rápido e mais fácil para o paciente. Se por alguma razão isso for difícil a reabilitação através da participação ativa do paciente pode ser um pouco mais lenta, mas não compromete o resultado final.

 

POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES

Assim como em todas as grandes cirurgias, podem ocorrer complicações, mas é importante referir a grande preocupação da medicina atual com os cuidados na profilaxia dos problemas imediatos e tardios como os processos infecciosos, e alterações circulatórias, respiratórias urinárias, entre outros .

Entres as complicações mecânicas, a luxação da prótese (a prótese sair do lugar) pode estar relacionada a problemas de posicionamento dos componentes, a excessiva frouxidão de partes moles não compensadas por maior tensionamento das estruturas durante a cirurgia ou por manobras extremas realizadas pelo paciente. Durante os primeiros três meses de pós-operatório é recomendável que o paciente evite flexão do quadril acima de 90 graus, rotações exageradas e adução.

Ainda na área da biomecânica devemos referir as discrepâncias de comprimento dos membros inferiores no pós-operatório imediato. Este assunto talvez não devesse ser tratado como uma complicação, pois, em alguns casos, essa situação pode ser inevitável e por vezes previsível. A discrepância pode ocorrer mesmo quando são tomadas todas as precauções, como: cuidadoso planejamento pré-operatório, medidas trans-operatórias, escolha adequada do tamanho e forma do implante.

As causas mais freqüentes para esse evento são as discrepância pré-existentes, contraturas estruturadas pelo tempo de posição viciosa ou a necessidade do tensionamento das estruturas em casos de excessiva frouxidão da cápsula e dos ligamentos. Não raras vezes essa é a melhor forma de garantir a estabilidade da prótese e o sucesso da cirurgia.

Vale lembrar que na maioria dos casos os sintomas da discrepância são corrigidos com o relaxamento das contraturas, reequilíbrio das forças musculares, reabilitação das estruturas periarticulares e do simples treinamento da marcha.

Entre as complicações tardias devemos referir os desgastes e os afrouxamentos dos componentes das próteses.

 
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