Procedimentos cirúrgicos

PRÉ - OPERATÓRIO

Os cuidados nesta fase iniciam com a avaliação clínica pré-operatória. Geralmente o paciente é orientado a fazer uma consulta clinica de preparação para cirurgia, onde serão avaliados co-morbidades como: patologias cardíacas, hipertensão arterial, diabetes, alergias, uso de medicações que possam influenciar no procedimento, focos infecciosos, tabagismo, alcoolismo, entre outros.

TRANS- OPERATÓRIO

Com a orientação do cirurgião o paciente poderá decidir junto ao anestesista entre os dois tipos de anestesia: geral ou regional.

Incisões entre 8 e 12 cm são adequadas e razoáveis, entretanto jamais devem ser fator limitante de boa exposição cirúrgica. Portanto, se for necessário ampliar a incisão para melhorar a colocação da prótese, essa deve ser feita sem exitar.

Devemos considerar que todos os esforços devem ser aplicados no sentido de diminuir ao máximo as complicações na cirurgia da prótese. As mini-incisões, por criar, muitas vezes, precária visualização das estruturas, estão mais relacionadas à causa de problemas do que a suas soluções. É um apelo de "marketing", por vezes sem nenhum compromisso com resultados a médio e longo prazo.

Após a incisão da pele a progressão deve continuar de forma atraumática, separando as fibras musculares. Deve ser mínima a secção dessas estruturas, pois são fundamentais para a estabilidade e para o posterior funcionamento da articulação artificial.

A cápsula articular é identificada e aberta para viabilizar a luxação do quadril e possibilitar o corte na base do colo e remoção da cabeça femoral.

Após a retirada da cabeça do fêmur, é realizada a inspeção do acetábulo, onde a boa visualização é indispensável para o estudo da cavidade e para diminuir a possibilidade de complicações.

Com uso de raspas hemisféricas é retirado o que resta da cartilagem e é feita a modelagem da cavidade. A seguir é colocada uma prova para conferir o tamanho e o perfil mais adequado do componente protético acetabular. A perfeição e o ajuste da prótese são pré-requisitos importantes e definitivos para sucesso dos implantes de fixação biológica (sem cimento). Para os componentes cimentados, a modelagem é feita para permitir a fixação do componente com uma malha de cimento de aproximadamente 3mm.

A parte femoral é preparada a partir de raspas especiais que, progressivamente, vão modelando a cavidade até alcançar o tamanho planejado. Próteses de prova conferem a adequação das dimensões para implantes definitivos. Próteses de fixação biológica se estabilizam no canal inicialmente pelo ajuste por pressão e, após alguns meses, pela incorporação óssea.

A fixação dos implantes através do cimento acrílico, considerado como o "padrão ouro" para a fixação dos componentes, é um método consagrado e de bons resultados. É preciso ter consciência que a boa técnica faz muitas exigências e é de difícil reprodução.

Uma vez colocados os componentes nas respectivas cavidades é realizada a redução da prótese, isto é, o encaixe da articulação artificial. Logo é feita a avaliação da estabilidade e medição do membro operado. Essa etapa, quando satisfatória determina o início do processo de fechamento.

Para finalizar é realizada exaustiva lavagem, cuidadosa revisão das estruturas musculares e controle de pequenos focos de sangramento. Pequenas incisões dificultam sobremaneira também esta etapa do procedimento.

PÓS-OPERATÓRIO

A recuperação da anestesia pode apresentar algum desconforto, por isso a necessidade de um local com equipamentos e pessoas especializadas no manejo dessa etapa. O paciente fica longe da família, mas próximo dos recursos assistenciais.

O controle da dor e os registros dos sinais vitais são tarefas fundamentais nessa fase, assim como os cuidados com a comodidade do paciente e suas necessidades terapêuticas na prevenção da infecção, de fenômenos tromboembólicos e outros eventos clínicos menos freqüentes.

Estando perfeitamente recuperado e estabilizado, o paciente é encaminhado para o quarto.

 
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